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PUBLICAÇÕES
 
Referência: Memento 05 Gestão 2020/2022.

Comemorações do mês de julho.

 

Caros Confrades e Confreiras,

 


Considerando que o Patrono da Cadeira Areopagítica nº 20 deste Sodalício, Poeta-
Coronel Lélio Augusto Fernandes da Graça, nascerá em 19 de julho de 1898, trago
ao conhecimento dos Acadêmicos, um excerto contendo os principais dados sobre a sua
vida, como integrante da Força Policial Mineira, a partir de 1º de outubro de 1920, na
condição de recruta, até a sua transferência para o Quadro de Oficias da Reserva, no
posto de Coronel no ano 1950, bem como sobre a sua fecunda vida intelectual, uma vez
que “poeta, acadêmico, professor, poliglota, tradutor e colaborador de vários jornais e
periódicos 1 ”, pedindo vênia para, por dever de justiça, tecer os encômios de estilo, à ele
que julgo ser merecedor de tal laurel.
Como dito em meu panegírico, quando de minha posse na ALJGR/PMMG, na cadeira
de nº 20, sobre a vida e a obra de Lélio Augusto Fernandes da Graça, de minha parte,
por nada conhecer, vali-me da lição de Ruiz e busquei beber da boa e segura fonte, no
intuito de conhecer sobre meu patrono e poder, neste sentido, tecer-lhe um elogio à sua
altura, conversando com o insuspeito Presidente Ad-Vitam deste Sodalício, Acadêmico
Efetivo-Comunial João Bosco de Castro, obtendo dele precioso e consistente material
1 Missiva elaborada por João Bosco de Castro, em 4 de junho de 2012, ao Professor
TADEU ANTÔNIO DE ARAÚJO TEIXEIRA, Colunista de Destaque do Jornal de Negócios, em Bom Despacho, sobre sua Coluna DESTAQUE acerca do 1º [de] junho de 2012, publicada na página 6 do Jornal de Negócios (Bom Despacho-MG, 3 a 9 de junho de 2012), principalmente pela exumação do poema Bom Despacho, de Lélio Graça.
de sua inimitável lavra, falando sobre Lélio Graça, o qual, pelo seu insuperável estilo,
poder de síntese e, precisamente em benefício deste, permito-me reproduzi-lo aqui,
“ipsis litteris”, isto é, pelas mesmas letras, textualmente, a saber:
“Lélio Graça é a marca literária de Lélio Augusto Fernandes da Graça, mineiro de
Caeté, onde nasceu em 19 de julho de 1898, filho de José Fernandes da Graça e Maria
Augusta da Graça. Aos noventa anos, após intensa e prolífera vida intelectual – como
poeta, acadêmico, professor, poliglota, tradutor e colaborador de vários jornais e
periódicos -, faleceu em Brasília – DF, em 7 de dezembro de 1988. Deixou-nos, além de
muitos ensaios literocientíficos, dois livros de poemas: Brasília, Transamazônica e
Outros Poemas, e Tapera Florida.
Assentou praça na Força Policial Mineira – atual Polícia Militar de Minas Gerais -,
como recruta, em 1º de outubro de 1920, no Batalhão de Guardas, em Belo Horizonte, e
entrou no oficialato, por mérito profissional, como segundo-tenente, em 9 de julho de
1929. Como capitão, em 13 de março de 1934, foi nomeado Diretor Técnico de
Educação Física do Instituto Militar e Propedêutico do Departamento de Instrução da já
Força Pública (atual Academia de Polícia Militar do Prado Mineiro), por ser o único
oficial didaticamente qualificado, na Corporação, para os labores sistêmicos da
Educação Física, mediante habilitação formal contida em diploma exarado pela Escola
de Educação Física da Fortaleza de São João, do Exército Nacional, em 1933, na Cidade
do Rio de Janeiro. Como tenente-coronel, em 1947, comandou o Quinto Batalhão, ainda
sediado no Bairro Santa Teresa de Belo Horizonte. Em 1950, laureou-se como coronel e
transferiu-se para o Quadro de Oficiais da Reserva.
Amigo pessoal e admirador do Coronel-Médico Juscelino Kubitschek de Oliveira,
Presidente da República de Pindorama, e a convite deste, Lélio Augusto Fernandes da
Graça, em 1960, mudou-se para Brasília-DF, onde fundou e instalou a Casa da Cultura
e da Poesia de Todas as Nações do Mundo, naquele ano.
Como tradutor, celebrizou-se com a versão para o inglês do poema Prece Natalícia de
Brasília, do inexcedível Guilherme [de Andrade e] Almeida (Brasília Nativity Prayer
– Guilherme de Almeida, English Version By Lélio Graça), lido cerimoniosamente pelo
grandioso Autor – àquela época, Príncipe dos Poetas Brasileiros -, em 21 de abril de
1960, no clímax da inauguração da nova Capital Federal.
Sobre tão engenhosa e estética versão, Guilherme de Almeida escreveu a Lélio Graça
encomiástica e primorosa carta, em 7 de junho de 1960.
Em razão de registros assim, o genial Poeta-Coronel Lélio Augusto Fernandes da Graça
é o Patrono da Cadeira Areopagítica nº 20 da Academia de Letras “João Guimarães
Rosa”, da Polícia Militar de Minas Gerais – ALJGR/PMMG, desde 21 de agosto de
1995.
Como Diretor Técnico de Educação Física do Instituto Militar e Propedêutico do
Departamento de Instrução da dita Força Pública, nas décadas de 1930 e 1940, o
Capitão e Major Lélio Augusto Fernandes da Graça compareceu, repetidas vezes, ao
Quartel do Sétimo Batalhão de Caçadores Mineiros, na Vila Militar de Bom Despacho,
como Coordenador e Supervisor das Atividades Atlético-Desportivas realizadas por
Oficiais e Praças daquela – ainda muito nova – Unidade de Infantaria Estadual. Esses
laços de camaradagem e congraçamento devem ter levado o Poeta Lélio Graça a
apreciar a amar os esplendores de Bom Despacho, a ponto de tecer-lhe o maravilhoso
poema homônimo, talhado não se sabe quando”.
Assim procedendo, cumpro com as recomendações de nosso Presidente, Coronel PM
QOR Alcino Lagares Côrtes Costa, no sentido de manifestar-me sobre o Patrono da
Cadeira Areopagítica que hoje eu ocupo, prestando-lhe justa homenagem, ao mesmo
tempo em que possibilito aos demais Acadêmicos que ainda não conheciam sobre Lélio
Graça, conhecer um pouco sobre ele, este polímata que enobreceu a farda da Milícia de
Tiradentes, a cultura e erudição, em uma só alma.
Paz e bem!

Belo Horizonte, 13 de julho de 2020.

 

 

José Anísio Moura, Acadêmico Efetivo-Curricular
Cadeira Areopagítica de nº 20- ALJGR/PMMG
 
José Anísio Moura, Acadêmico Efetivo